Quando uma criança especial nasce, nem sempre é notada alguma "deficiência", surgindo sinais de diferença um pouco mais tarde, na idade escolar.
Até esse momento, tem-se uma expectativa em relação ao desempenho
deles, muitas vezes além do que podem suportar. Não que haja a pretensão
de um dia virem a ser destaque internacional, mas que possam
simplesmente ser felizes, que alcancem um nível médio de satisfação
financeira e que possam também criar uma grande amizade por eles e com
eles. Que um dia cresçam e criem sua independência.
Mas, com o passar do tempo, essa "média" não é atingida, esses
filhos não acompanham os colegas de classe, não compreendem as lições de
casa, nunca são convidados a dormir na casa dos amigos e, na verdade,
finalmente percebem que eles não têm tantos amigos assim. Como é duro
reconhecer a carga de importância que damos a essa "média" de
comportamento, a essa esperança e a essa expectativa.
Pensamentos invadem o caminho
desses pais e inevitavelmente perguntam a si mesmos se foi culpa deles,
se naquele dia tal, naquele tombo, no dia que foi um pouco bruto ou não
deu a atenção devida... "Será que a culpa foi minha? Será que não soube
criar meu filho?".
Além destes questionamentos,
muitos outros surgem: "será que um dia ele vai conseguir mudar? Vai
conseguir sair disso? Criar uma certa independência? Afinal, não estarei
aqui sempre para cuidar dele! O que posso fazer para ajudar? A quem
posso procurar? Será essa uma boa instituição? Algum remédio poderia
resolver?"
Ficam
assim tão perdidos que por vezes pensam que quem realmente necessita de
ajuda são eles mesmos. "Será que eu agüento esse peso todo? Gostaria
que não fosse um peso, ou esse peso".
Procuram a resposta a essas
perguntas e ao problema de seus filhos, desesperadamente, na agora nova
expectativa de curá-lo. Sim, curá-lo, pois entendem ser esse estado uma
doença que deve ser eliminada. Procuram pelo menos uma resposta
definitiva e fazem de tudo para saná-la.
O tempo passa, passa, passa... A
quantidade de médicos consultados não pode ser mais contada nas mãos,
recorrem à terapia, fonoaudiologia, acupuntura, cartomantes, etc... E
esse mesmo tempo vai mostrando quem esses filhos realmente são, onde
eles podem chegar, suas qualidades (que são muitas) e seus defeitos. Os
pais vão se convencendo, arduamente, de que seus filhos não são doentes
pois não existe cura alguma e nenhuma resposta é satisfatória. Não sabem
quem está errado, e muito menos se existe algum erro. Vão dando conta
de que eles têm tantas coisas boas quanto qualquer um de nós e tantas
fraquezas quanto qualquer um de nós.
O Instituto Cisne já percebeu isso
e cuida desses CISNES de um jeito diferente. Aqui, eles não são
"doentes", mas seres humanos. Aqui, finalmente, eles vão encontrar um
lugar onde podem ser quem são e deixarem de ser massacrados pela idéia
da "média". Aqui, ele não é um "erro". Buscamos encontrar suas
potencialidades, a fim de chegarem àquela independência almejada.
Mas essa ainda não é a prioridade,
nossa prioridade é fazer com que esses seres humanos possam realizar-se
e viverem o seu "ser-humano", ao invés de "ser-doença" ou
"ser-problema".
Quando uma criança especial nasce, nem sempre é notada alguma "deficiência", surgindo sinais de diferença um pouco mais tarde, na idade escolar.
Até esse momento, tem-se uma expectativa em relação ao desempenho
deles, muitas vezes além do que podem suportar. Não que haja a pretensão
de um dia virem a ser destaque internacional, mas que possam
simplesmente ser felizes, que alcancem um nível médio de satisfação
financeira e que possam também criar uma grande amizade por eles e com
eles. Que um dia cresçam e criem sua independência.
Mas, com o passar do tempo, essa "média" não é atingida, esses
filhos não acompanham os colegas de classe, não compreendem as lições de
casa, nunca são convidados a dormir na casa dos amigos e, na verdade,
finalmente percebem que eles não têm tantos amigos assim. Como é duro
reconhecer a carga de importância que damos a essa "média" de
comportamento, a essa esperança e a essa expectativa.
Pensamentos invadem o caminho
desses pais e inevitavelmente perguntam a si mesmos se foi culpa deles,
se naquele dia tal, naquele tombo, no dia que foi um pouco bruto ou não
deu a atenção devida... "Será que a culpa foi minha? Será que não soube
criar meu filho?".
Além destes questionamentos,
muitos outros surgem: "será que um dia ele vai conseguir mudar? Vai
conseguir sair disso? Criar uma certa independência? Afinal, não estarei
aqui sempre para cuidar dele! O que posso fazer para ajudar? A quem
posso procurar? Será essa uma boa instituição? Algum remédio poderia
resolver?"
Ficam
assim tão perdidos que por vezes pensam que quem realmente necessita de
ajuda são eles mesmos. "Será que eu agüento esse peso todo? Gostaria
que não fosse um peso, ou esse peso".
Procuram a resposta a essas
perguntas e ao problema de seus filhos, desesperadamente, na agora nova
expectativa de curá-lo. Sim, curá-lo, pois entendem ser esse estado uma
doença que deve ser eliminada. Procuram pelo menos uma resposta
definitiva e fazem de tudo para saná-la.
O tempo passa, passa, passa... A
quantidade de médicos consultados não pode ser mais contada nas mãos,
recorrem à terapia, fonoaudiologia, acupuntura, cartomantes, etc... E
esse mesmo tempo vai mostrando quem esses filhos realmente são, onde
eles podem chegar, suas qualidades (que são muitas) e seus defeitos. Os
pais vão se convencendo, arduamente, de que seus filhos não são doentes
pois não existe cura alguma e nenhuma resposta é satisfatória. Não sabem
quem está errado, e muito menos se existe algum erro. Vão dando conta
de que eles têm tantas coisas boas quanto qualquer um de nós e tantas
fraquezas quanto qualquer um de nós.
O Instituto Cisne já percebeu isso
e cuida desses CISNES de um jeito diferente. Aqui, eles não são
"doentes", mas seres humanos. Aqui, finalmente, eles vão encontrar um
lugar onde podem ser quem são e deixarem de ser massacrados pela idéia
da "média". Aqui, ele não é um "erro". Buscamos encontrar suas
potencialidades, a fim de chegarem àquela independência almejada.
Mas essa ainda não é a prioridade,
nossa prioridade é fazer com que esses seres humanos possam realizar-se
e viverem o seu "ser-humano", ao invés de "ser-doença" ou
"ser-problema".
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